Custos em alta no transporte em 2026: como manter margem com gestão eficiente

 

Custos em alta no transporte em 2026: como manter margem com gestão eficiente

52% das empresas já esperam pagar mais caro pelo frete. E agora?

Se mais da metade das empresas brasileiras já prevê aumento nos preços de transporte em 2026, a pergunta deixa de ser “se” o custo vai subir e passa a ser “como proteger a margem diante disso”.

Segundo levantamento do ILOS divulgado por veículos como Times Brasil e SETCESP, 52% das empresas esperam alta no transporte de carga em 2026, enquanto 22% projetam aumento na armazenagem e 13% no custo de estoque.

Ao mesmo tempo, o custo logístico brasileiro já representa cerca de 15,6% do PIB, contra aproximadamente 8,8% nos Estados Unidos, um indicador claro de que a logística no Brasil é estruturalmente mais cara e complexa.

A consequência?
Logística deixou de ser tema operacional.
Virou pauta de conselho.

Neste artigo, você vai entender:

  • Por que os custos logísticos estão subindo em 2026
  • Como isso impacta embarcadores e transportadoras
  • E quais estratégias práticas reduzem o impacto dessa alta

Por que os custos logísticos estão em alta em 2026?

1. Combustível e energia: o vilão previsível (e imprevisível)

A volatilidade do diesel continua pressionando diretamente o custo por quilômetro rodado. Além disso, a agenda de descarbonização e novas exigências ambientais elevam custos estruturais, como adaptação de frota e investimentos em tecnologias mais limpas.

Resultado: mais pressão sobre o frete e sobre a formação de preço.


2. Manutenção, pneus e peças

Para a maioria dos gestores de frota, a redução de custos operacionais — combustível, manutenção e pneus — é o maior desafio atual.

Itens como recapagem, pneus e serviços de oficina acumulam aumentos relevantes, impactando operações intensivas em quilometragem.

Sem gestão ativa, o custo invisível vira prejuízo acumulado.


3. Mão de obra, segurança e compliance

Salários mais competitivos para motoristas, encargos trabalhistas, seguros, exigências de rastreamento, controle de jornada e atualizações regulatórias elevam o custo administrativo e tecnológico da operação.

A conformidade é necessária — mas tem preço.


4. Infraestrutura e gargalos estruturais

A falta de investimentos proporcionais em infraestrutura gera congestionamentos, atrasos e perda de produtividade.

Isso explica por que o Brasil mantém um custo logístico estruturalmente mais alto que economias desenvolvidas.

Mais tempo parado = mais custo por km.
Mais risco = mais margem pressionada.

Como a alta de custos muda a relação entre embarcadores e transportadoras

Quando o frete passa a representar uma fatia maior do faturamento — especialmente em setores como construção, óleo e gás, higiene e cosméticos — o nível de exigência aumenta.

Hoje o embarcador quer:

  • Transparência de custo
  • Indicadores claros
  • Previsibilidade
  • Controle de risco
  • Nível de serviço consistente

O frete deixou de ser apenas preço por km.
Passou a ser gestão.

Isso abre espaço para transportadoras que entregam método, dados e previsibilidade — não apenas caminhões.

Como reduzir o impacto da alta de custos logísticos em 2026

1. Planejamento de rotas e gestão orientada por dados

Empresas que utilizam sistemas de gestão de frota e roteirização conseguem:

  • Reduzir km rodado improdutivo
  • Diminuir viagens vazias
  • Otimizar janelas de entrega
  • Reduzir consumo de combustível
  • Monitorar custo por km, por rota e por tonelada

O que antes era planilha, hoje precisa ser dashboard.

Transporte eficiente em 2026 exige dados em tempo real.

2. Manutenção preventiva e gestão de ativos

Quebra inesperada é prejuízo duplo: custo direto + atraso operacional.

A manutenção preventiva estruturada:

  • Aumenta disponibilidade da frota
  • Prolonga vida útil de pneus
  • Reduz gastos emergenciais
  • Melhora consumo de combustível

Com telemetria e acompanhamento de condução (frenagens bruscas, excesso de velocidade, marcha inadequada), é possível reduzir desperdícios que antes passavam despercebidos.

3. Negociação inteligente de frete e contratos

Em vez de negociar apenas o valor por km, empresas maduras discutem:

  • Modelo de contrato
  • Índices de reajuste (diesel, IPCA, tabelas da ANTT)
  • Gatilhos automáticos de correção
  • Risco compartilhado

Contratos com reajustes estruturados evitam que a operação “quebre” no meio do ano.

Preço não pode ser improviso.
Precisa ser método.

4. Revisão de estoque e armazenagem

Com expectativa de alta também na armazenagem e no custo de estoque, operações mais enxutas se tornam estratégicas.

Boas práticas incluem:

  • Consolidação de centros de distribuição
  • Uso de dados para evitar excesso ou ruptura
  • Redução de movimentações desnecessárias
  • Integração entre transporte e armazenagem

Logística integrada reduz custo total, não apenas o frete.

5. Tecnologia e cultura de gestão

O setor está migrando de um modelo de trade-off (custo vs produtividade vs segurança) para um modelo de equilíbrio simultâneo dos três pilares.

Isso exige:

  • Sistemas de gestão
  • Indicadores acompanhados semanalmente
  • Cultura orientada a performance
  • Decisões baseadas em dados, não em “sensação operacional”

Em 2026, quem não mede, perde margem.

Custos vão subir. A pergunta é: sua gestão vai evoluir junto?

A alta de custos no transporte não é cenário hipotético.
É realidade.

Mas empresas que adotam gestão eficiente, contratos estruturados, tecnologia e planejamento estratégico conseguem proteger margem, reduzir risco e aumentar competitividade.

Transporte não é apenas deslocamento.
É impacto direto no resultado financeiro.

Se a sua empresa ainda trata logística como centro de custo isolado, 2026 será desafiador.

Se trata como estratégia, pode ser diferencial competitivo.

Quer avaliar o impacto dos custos na sua operação?

A CiatosLog atua com foco em previsibilidade, gestão e controle operacional para reduzir desperdícios e proteger margem.

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